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Vencedora em tudo que faz

Técnica em Refrigeração e Climatização, Jossineide Oliveira e Silva é destaque internacional pela ONU Mulheres e engrandece Sistema CFT/CRT

Maio tradicionalmente é o mês dedicado às mulheres e às mães. Momento de relembrar suas conquistas e valorizá-las em sua luta diária para desdobrarem-se no papel de esposas, mães, donas de casa e profissionais, tudo isso com muita coragem, garra e determinação.

Um exemplo de sucesso do empoderamento feminino, e que engrandece o sistema CFT/CRT, vem lá de Porto Velho, Rondônia, e rendeu reconhecimento internacional. Jossineide Oliveira e Silva é Técnica em Refrigeração e uma das cinco brasileiras em destaque no programa da ONU Mulheres, que editou a publicação Women in the Refrigeration and Air-conditioning Industry – Personal Experiences and Achievements (Mulheres na Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado – Experiências e Conquistas Pessoais), valorizando ações e práticas sustentáveis de mulheres pelo mundo que promovem o desenvolvimento do setor AVAC-R (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado).

Casada e mãe de três filhos, Jossineide tem mais de 25 anos de profissão e é uma das maiores incentivadoras da presença feminina no setor de refrigeração e climatização do país – simplesmente a primeira mulher a abraçar a carreira na refrigeração e ar-condicionado na região norte do Brasil. Hoje é associada ao Sistema CFT/CRT e está à frente da presidência do Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado de Rondônia (Sindratar-RO) e da diretoria técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia (Senai-RO).

Não fosse o destino, Jossineide seria costureira, sua primeira opção de curso no Senai-RO aos 14 anos. Como as vagas estavam esgotadas, matriculou-se no curso em Refrigeração, “tipicamente masculino”. E não se arrependeu. Após formada, tornou-se monitora de laboratório do Senai de Porto Velho, concluiu curso técnico em Refrigeração e Climatização em Belo Horizonte (MG) e retornou à Rondônia para assumir a docência dos cursos de Refrigeração e Climatização – atuando até os dias atuais –, acumulando também a função de diretora técnica da instituição.

Mas o início da carreira foi extremamente difícil. Jossineide lembra com tristeza das agruras e preconceito que sofreu ao conviver com a desconfiança dos colegas de profissão. “Houve tempos em que chorei por rejeição, outros em que gritei porque queria ser tratada e reconhecida como qualquer outro profissional. Seria mais fácil se as pessoas, ao invés de duvidarem da minha capacidade técnica por ser uma mulher, vissem em mim o esforço e a competência que detenho, que nada tem relação com as minhas condições de gênero”, conta.

Com o passar do tempo, os desafios impostos pelo meio não diminuíram e persistem até hoje com a mesma frequência e agressividade. Mas o efeito provocado foi justamente mais resistência e resiliência. “Cansada de coexistir com um problema que tanto me desafia e ameaça meu desenvolvimento técnico e profissional, passei a resistir e a existir com coragem para continuar e construir minha história, apesar das limitações a mim impostas desde o meu nascimento”. E não se intimida com o machismo que ainda é praticado no ambiente profissonal. “As pessoas tentam me fazer acreditar que eu preciso ter a força de homem para me manter no mercado, e hoje tenho certeza que tenho mais força que qualquer homem”, emenda.

Sistema CFT/CRT: importante para o reconhecimento profissional e de gênero

Jossineide recorda as dificuldades impostas aos Técnicos e Técnicas Industriais antes da criação do conselho próprio, e a luta para que fossem valorizados. “Sou profissional do setor desde que éramos regulamentados por uma classe que não nos reconhecia. Todos nós sabemos o que passamos e quantos mandados de segurança tive que buscar para realizar trabalhos que eram de minha competência”.

Registrada no Sistema CFT/CRT, a Técnica em Refrigeração e Climatização reconhece a importância do Conselho Federal dos Técnicos Industriais em promover equidade no mercado em todos os sentidos, como a valorização das competências profissionais e de gênero. “Não poderia deixar de registar a importância da conquista do nosso Conselho, que veio para corrigir décadas de exclusão e a injustiça da diminuição de nossas competências profissionais. O CFT tem dado o espaço e apoio que nós mulheres buscamos”, comemora Jossineide.

Mulher de “mil e uma” atividades

Além de Técnica Industrial, instrutora, diretora de instituição de ensino técnico e presidente sindical, Jossineide também é empresária do setor de refrigeração. Para ela, conciliar a vida profissional com a vida familiar, tendo dupla ou tripla jornada de trabalho, é algo gratificante. “Confesso que tudo é conciliável desde que tenhamos equilíbrio. Diante de uma carga tão grande, não conseguiria sem uma força sobrenatural na qual eu acredito, que é a razão da minha existência: Deus e minha família”.

Ela diz que sempre se viu no direito de ter tudo o que sonhou, ter uma carreira profissional, uma família e motivos para muitas alegrias, além de ser uma grande entusiasta do ensino técnico profissionalizante. “Assim me realizei na minha maternidade, no mercado do setor AVAC–R e na sala de aula, onde o conhecimento permanecerá mesmo quando eu não estiver mais aqui. Eu acredito em um mercado transformado pela educação profissional”.

A Técnica em Refrigeração e Climatização mira e se alimenta da esperança de ver a presença feminina cada vez mais forte neste segmento. “Trabalho para que os setores industriais tenham mais mulheres, a ponto de um dia sermos 50% em todo o mercado de trabalho. Por isso as incentivo para que não se intimidem com o olhar cultural e preconceituoso da sociedade e busquem a qualificação que quiserem”.

Reconhecida no Brasil e no exterior, Jossineide expressa a emoção e alegria pela carreira ao olhar para trás e fazer uma análise de toda a sua vida. “É a certeza de que fiz a escolha certa, me sinto feliz porque todos os dias tenho uma imensa satisfação em realizar o meu trabalho. Hoje os sorrisos que a vida me tira não se comparam com as lágrimas e gritos que semeei na caminhada. Valeu a pena!”, finaliza.

 

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Um exemplo de sucesso do empoderamento feminino, e que engrandece o sistema CFT/CRT, vem lá de Porto Velho, Rondônia, e rendeu reconhecimento internacional. Jossineide Oliveira e Silva é Técnica em Refrigeração e uma das cinco brasileiras em destaque no programa da ONU Mulheres, que editou a publicação Women in the Refrigeration and Air-conditioning Industry – Personal Experiences and Achievements (Mulheres na Indústria de Refrigeração e Ar Condicionado – Experiências e Conquistas Pessoais), valorizando ações e práticas sustentáveis de mulheres pelo mundo que promovem o desenvolvimento do setor AVAC-R (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado).

Casada e mãe de três filhos, Jossineide tem mais de 25 anos de profissão e é uma das maiores incentivadoras da presença feminina no setor de refrigeração e climatização do país – simplesmente a primeira mulher a abraçar a carreira na refrigeração e ar-condicionado na região norte do Brasil. Hoje é associada ao Sistema CFT/CRT e está à frente da presidência do Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado de Rondônia (Sindratar-RO) e da diretoria técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Rondônia (Senai-RO).

Não fosse o destino, Jossineide seria costureira, sua primeira opção de curso no Senai-RO aos 14 anos. Como as vagas estavam esgotadas, matriculou-se no curso em Refrigeração, “tipicamente masculino”. E não se arrependeu. Após formada, tornou-se monitora de laboratório do Senai de Porto Velho, concluiu curso técnico em Refrigeração e Climatização em Belo Horizonte (MG) e retornou à Rondônia para assumir a docência dos cursos de Refrigeração e Climatização – atuando até os dias atuais –, acumulando também a função de diretora técnica da instituição.

Mas o início da carreira foi extremamente difícil. Jossineide lembra com tristeza das agruras e preconceito que sofreu ao conviver com a desconfiança dos colegas de profissão. “Houve tempos em que chorei por rejeição, outros em que gritei porque queria ser tratada e reconhecida como qualquer outro profissional. Seria mais fácil se as pessoas, ao invés de duvidarem da minha capacidade técnica por ser uma mulher, vissem em mim o esforço e a competência que detenho, que nada tem relação com as minhas condições de gênero”, conta.

Com o passar do tempo, os desafios impostos pelo meio não diminuíram e persistem até hoje com a mesma frequência e agressividade. Mas o efeito provocado foi justamente mais resistência e resiliência. “Cansada de coexistir com um problema que tanto me desafia e ameaça meu desenvolvimento técnico e profissional, passei a resistir e a existir com coragem para continuar e construir minha história, apesar das limitações a mim impostas desde o meu nascimento”. E não se intimida com o machismo que ainda é praticado no ambiente profissonal. “As pessoas tentam me fazer acreditar que eu preciso ter a força de homem para me manter no mercado, e hoje tenho certeza que tenho mais força que qualquer homem”, emenda.

Sistema CFT/CRT: importante para o reconhecimento profissional e de gênero

Jossineide recorda as dificuldades impostas aos Técnicos e Técnicas Industriais antes da criação do conselho próprio, e a luta para que fossem valorizados. “Sou profissional do setor desde que éramos regulamentados por uma classe que não nos reconhecia. Todos nós sabemos o que passamos e quantos mandados de segurança tive que buscar para realizar trabalhos que eram de minha competência”.

Registrada no Sistema CFT/CRT, a Técnica em Refrigeração e Climatização reconhece a importância do Conselho Federal dos Técnicos Industriais em promover equidade no mercado em todos os sentidos, como a valorização das competências profissionais e de gênero. “Não poderia deixar de registar a importância da conquista do nosso Conselho, que veio para corrigir décadas de exclusão e a injustiça da diminuição de nossas competências profissionais. O CFT tem dado o espaço e apoio que nós mulheres buscamos”, comemora Jossineide.

Mulher de “mil e uma” atividades

Além de Técnica Industrial, instrutora, diretora de instituição de ensino técnico e presidente sindical, Jossineide também é empresária do setor de refrigeração. Para ela, conciliar a vida profissional com a vida familiar, tendo dupla ou tripla jornada de trabalho, é algo gratificante. “Confesso que tudo é conciliável desde que tenhamos equilíbrio. Diante de uma carga tão grande, não conseguiria sem uma força sobrenatural na qual eu acredito, que é a razão da minha existência: Deus e minha família”.

Ela diz que sempre se viu no direito de ter tudo o que sonhou, ter uma carreira profissional, uma família e motivos para muitas alegrias, além de ser uma grande entusiasta do ensino técnico profissionalizante. “Assim me realizei na minha maternidade, no mercado do setor AVAC–R e na sala de aula, onde o conhecimento permanecerá mesmo quando eu não estiver mais aqui. Eu acredito em um mercado transformado pela educação profissional”.

A Técnica em Refrigeração e Climatização mira e se alimenta da esperança de ver a presença feminina cada vez mais forte neste segmento. “Trabalho para que os setores industriais tenham mais mulheres, a ponto de um dia sermos 50% em todo o mercado de trabalho. Por isso as incentivo para que não se intimidem com o olhar cultural e preconceituoso da sociedade e busquem a qualificação que quiserem”.

Reconhecida no Brasil e no exterior, Jossineide expressa a emoção e alegria pela carreira ao olhar para trás e fazer uma análise de toda a sua vida. “É a certeza de que fiz a escolha certa, me sinto feliz porque todos os dias tenho uma imensa satisfação em realizar o meu trabalho. Hoje os sorrisos que a vida me tira não se comparam com as lágrimas e gritos que semeei na caminhada. Valeu a pena!”, finaliza.