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Técnicos em Metrologia têm atribuições definidas pelo CFT

Profissionais que planejam, controlam e executam manutenção de sistemas e equipamentos e aplicam métodos e padrões de medição podem emitir Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs) na elaboração de estudos, projetos executados e serviços prestados

Técnicos industriais que planejam, controlam e executam manutenção de sistemas e equipamentos e aplicam métodos e padrões de medição dispõem de resolução que normatiza o exercício da profissão. A normativa do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), de número 214/2023, entrou em vigor no dia 30 de março e estabelece, ainda, os campos de atuação e prerrogativas dos profissionais registrados no Sistema CFT/CRTs.

De acordo com o texto aprovado pelo Plenário da autarquia federal, os profissionais que atuam no eixo de controle de processos industriais podem realizar ensaios em instrumentos de medição usados nas indústrias e a calibração de padrões nas áreas de acústica; vibrações, mecânica, elétrica, telecomunicações, térmica, química, materiais, óptica, vazão, temperatura e pressão. Os profissionais devem aplicar o conhecimento prático e teórico em conformidade com as normas e com os padrões técnicos de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente.

Palavra do presidente

O presidente do CFT destaca que a resolução é mais uma iniciativa da autarquia federal em defesa da valorização da categoria e da própria sociedade. Solomar Rockembach ressalta que os registrados e habilitados no conselho de classe devem emitir o Termo de Responsabilidade (TRTs), documento que atesta a qualidade dos serviços prestados e por meio do qual os técnicos industriais assumem a responsabilidade civil e criminal pelos estudos e projetos elaborados, bem como pelos serviços prestados.

Metrologia na indústria

No ambiente fabril, o técnico em Metrologia é responsável pelo planejamento e execução da manutenção preventiva, preditiva e corretiva em máquinas, equipamentos que compõem o ambiente de produção.

Essa foi a responsabilidade de Kaique Moura, que atuou como técnico na indústria de bebidas em Teresina, capital do Piauí. Ele conta que a atividade profissional englobava todo o processo produtivo. “Todos estes equipamentos precisam de calibração porque é a partir da leitura deles que é feito o controle de pressão e temperatura da bebida. Eles interferem diretamente na qualidade final do produto envasado”, explica.

Após atuar como técnico, Moura avançou na formação e na carreira. Ele também tem formação técnica em Mecânica, e se graduou em Engenharia de produção. “As minhas formações técnicas me deram conhecimentos específicos, que me ajudaram a ingressar na engenharia”, lembrou o profissional.

Itinerário formativo

“Meus estudos e a atuação profissional também ajudaram a desenvolver o hábito de ensinar, e eu ganhei um apreço pela docência, a qual pratico hoje”, completa Moura, que atualmente é professor do curso superior de engenharia da Produção em uma instituição privada piauiense. “Agora eu tenho uma bagagem técnica e profissional que me permite explicar aos meus alunos como funciona na prática tudo o que ensino na sala de aula”, sublinha o professor.

A jornada profissional de Kaique Moura demonstra como o curso técnico também pode abrir portas para novas formações. O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) dispõe de sugestões dos chamados “itinerários formativos” para cada formação técnica. Na área de metrologia, as sugestões vão desde certificações intermediárias em áreas como mecânico de instrumentos de precisão até o curso superior de engenharia mecânica.

“É sempre interessante o profissional técnico buscar se atualizar, buscar certificações, para se tornar um profissional mais qualificado, pois a qualificação abre mais portas no mercado de trabalho”, finaliza Kaique Moura.

A docência também é uma das prerrogativas asseguradas pela Resolução nº 214/2023, segunda a qual os profissionais formados e habilitados na área podem ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade.

Curso de formação

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Técnica (SisTec), do Ministério da Educação (MEC), disponibilizados pelo CNCT, existem seis cursos da modalidade no Brasil. Um deles é o curso de Metrologia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que começou em 1998 como uma parceria entre o Inmetro e a secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro.

Segundo o coordenador, Thiago de Oliveira Araújo, o curso passou por uma modernização em 2022 e atualmente é ministrado em parceria com o Instituto Federal Fluminense no distrito de Xerém, em Duque de Caxias. “Nestes 25 anos de atuação, formamos aproximadamente 400 alunos”, informou Araújo.

O curso, que tem duração de dois anos e carga horária de 1.920 horas é concomitante ao nível médio, permitindo o ingresso de alunos que tenham completado o primeiro ano e que receberão a certificação técnica junto com diploma de conclusão do ensino médio regular. “Alunos no terceiro ano ou mesmo já formados também podem se inscrever para ampliar sua formação e terem um diferencial para entrada ou recolocação no mercado de trabalho”, acrescenta o coordenador.

Segundo Araújo, o curso alia o aprendizado teórico à experiência nos laboratórios, tanto de ensino quanto os profissionais do Inmetro, onde estudantes têm contato com equipamentos comuns na indústria e, conforme avançam na formação, com equipamentos especializados de ponta.  O coordenador destaca, também, a elevada formação dos professores. “Todo o corpo docente de nosso curso é composto por pesquisadores que acompanham as atividades mundiais da metrologia oferecendo experiências práticas e acadêmicas muito ricas a nossos alunos”.

Araújo destaca, ainda, que um estudo realizado em 2021 aponta que 46% dos egressos já atuam ou atuaram em laboratórios de metrologia da iniciativa privada, e 33% no setor público, além de outras ocupações. “Este curso tem um caráter transformador dentro da região de Xerém, motivando jovens dessa região a buscar uma profissão repleta de desafios e possibilidades”, finaliza o coordenador.

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Técnicos em Metrologia têm atribuições definidas pelo CFT

Profissionais que planejam, controlam e executam manutenção de sistemas e equipamentos e aplicam métodos e padrões de medição podem emitir Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs) na elaboração de estudos, projetos executados e serviços prestados

Técnicos industriais que planejam, controlam e executam manutenção de sistemas e equipamentos e aplicam métodos e padrões de medição dispõem de resolução que normatiza o exercício da profissão. A normativa do Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), de número 214/2023, entrou em vigor no dia 30 de março e estabelece, ainda, os campos de atuação e prerrogativas dos profissionais registrados no Sistema CFT/CRTs.

De acordo com o texto aprovado pelo Plenário da autarquia federal, os profissionais que atuam no eixo de controle de processos industriais podem realizar ensaios em instrumentos de medição usados nas indústrias e a calibração de padrões nas áreas de acústica; vibrações, mecânica, elétrica, telecomunicações, térmica, química, materiais, óptica, vazão, temperatura e pressão. Os profissionais devem aplicar o conhecimento prático e teórico em conformidade com as normas e com os padrões técnicos de qualidade, de saúde e segurança e de meio ambiente.

Palavra do presidente

O presidente do CFT destaca que a resolução é mais uma iniciativa da autarquia federal em defesa da valorização da categoria e da própria sociedade. Solomar Rockembach ressalta que os registrados e habilitados no conselho de classe devem emitir o Termo de Responsabilidade (TRTs), documento que atesta a qualidade dos serviços prestados e por meio do qual os técnicos industriais assumem a responsabilidade civil e criminal pelos estudos e projetos elaborados, bem como pelos serviços prestados.

Metrologia na indústria

No ambiente fabril, o técnico em Metrologia é responsável pelo planejamento e execução da manutenção preventiva, preditiva e corretiva em máquinas, equipamentos que compõem o ambiente de produção.

Essa foi a responsabilidade de Kaique Moura, que atuou como técnico na indústria de bebidas em Teresina, capital do Piauí. Ele conta que a atividade profissional englobava todo o processo produtivo. “Todos estes equipamentos precisam de calibração porque é a partir da leitura deles que é feito o controle de pressão e temperatura da bebida. Eles interferem diretamente na qualidade final do produto envasado”, explica.

Após atuar como técnico, Moura avançou na formação e na carreira. Ele também tem formação técnica em Mecânica, e se graduou em Engenharia de produção. “As minhas formações técnicas me deram conhecimentos específicos, que me ajudaram a ingressar na engenharia”, lembrou o profissional.

Itinerário formativo

“Meus estudos e a atuação profissional também ajudaram a desenvolver o hábito de ensinar, e eu ganhei um apreço pela docência, a qual pratico hoje”, completa Moura, que atualmente é professor do curso superior de engenharia da Produção em uma instituição privada piauiense. “Agora eu tenho uma bagagem técnica e profissional que me permite explicar aos meus alunos como funciona na prática tudo o que ensino na sala de aula”, sublinha o professor.

A jornada profissional de Kaique Moura demonstra como o curso técnico também pode abrir portas para novas formações. O Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT) dispõe de sugestões dos chamados “itinerários formativos” para cada formação técnica. Na área de metrologia, as sugestões vão desde certificações intermediárias em áreas como mecânico de instrumentos de precisão até o curso superior de engenharia mecânica.

“É sempre interessante o profissional técnico buscar se atualizar, buscar certificações, para se tornar um profissional mais qualificado, pois a qualificação abre mais portas no mercado de trabalho”, finaliza Kaique Moura.

A docência também é uma das prerrogativas asseguradas pela Resolução nº 214/2023, segunda a qual os profissionais formados e habilitados na área podem ministrar disciplinas técnicas de sua especialidade.

Curso de formação

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Técnica (SisTec), do Ministério da Educação (MEC), disponibilizados pelo CNCT, existem seis cursos da modalidade no Brasil. Um deles é o curso de Metrologia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que começou em 1998 como uma parceria entre o Inmetro e a secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro.

Segundo o coordenador, Thiago de Oliveira Araújo, o curso passou por uma modernização em 2022 e atualmente é ministrado em parceria com o Instituto Federal Fluminense no distrito de Xerém, em Duque de Caxias. “Nestes 25 anos de atuação, formamos aproximadamente 400 alunos”, informou Araújo.

O curso, que tem duração de dois anos e carga horária de 1.920 horas é concomitante ao nível médio, permitindo o ingresso de alunos que tenham completado o primeiro ano e que receberão a certificação técnica junto com diploma de conclusão do ensino médio regular. “Alunos no terceiro ano ou mesmo já formados também podem se inscrever para ampliar sua formação e terem um diferencial para entrada ou recolocação no mercado de trabalho”, acrescenta o coordenador.

Segundo Araújo, o curso alia o aprendizado teórico à experiência nos laboratórios, tanto de ensino quanto os profissionais do Inmetro, onde estudantes têm contato com equipamentos comuns na indústria e, conforme avançam na formação, com equipamentos especializados de ponta.  O coordenador destaca, também, a elevada formação dos professores. “Todo o corpo docente de nosso curso é composto por pesquisadores que acompanham as atividades mundiais da metrologia oferecendo experiências práticas e acadêmicas muito ricas a nossos alunos”.

Araújo destaca, ainda, que um estudo realizado em 2021 aponta que 46% dos egressos já atuam ou atuaram em laboratórios de metrologia da iniciativa privada, e 33% no setor público, além de outras ocupações. “Este curso tem um caráter transformador dentro da região de Xerém, motivando jovens dessa região a buscar uma profissão repleta de desafios e possibilidades”, finaliza o coordenador.